Guarda pra mim
Tua canção mais doce
Teus olhos de janela
Ao brilhar com o sol.
Minha certeza de porto
Tua voz que distrai minha saudade
O calor dos teus braços
Nos meus dias de tempestade.
Guarda pra mim, meu eu
Decifrado em teus beijos
Que em mim, é tão teu
Como o amor em minha poesia.
Só guarda pra mim
Naquela gaveta trancada
Onde só você tem o segredo
E a chave que fecha meus medos.
Guarda também teu sorriso de menino
Ao me despir como um presente
Guarda só o teu amor
Quando em corpo eu me fizer ausente.
Iatamyra Rocha
P.S : Eu te amo
Currente Calamo/Palavras ao vento
segunda-feira, 7 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Pequeno conto de encontro
O tempo estava morno, como a pele sem esperança de Lia, e ela buscava em cada contorno de nua nova existência uma certeza que lhe removesse a apatia, grandes eram os planos suspirados por seus pais, que ao pisar nos ladrilhos da facul, ela tinha a impressão de ouvir a voz de sua mãe entoada de zelos e a do seu pai firme e determinada, mas isso já faz algum tempo, ficou perdido na caixinha cor de rosa da sua memória, agora a realidade cheia de esporas é que lhe dá o tom; viver longe do ninho faz com que cada minuto seja uma banca de exame final e disso depende sua sobrevivência.
Lia caminha de encontro a sua milésima entrevista de emprego, vestiu aquele terninho cor de âmbar companheiro de todos os percalços lacrimosos de suas tentativas gritantes, a bolsa que o curso lhe pagava ficava muito abaixo do custo que era se manter na cidade grande, como se até o ar poluído da metrópole lhe cobrasse para respirar, e ainda tinha as aulas do curso de teatro, sonho antigo totalmente alheio as vontades dos seus pais, um curso secreto dentro de sua outra vida que eram só sorrisos e nuvens azuis.
Entre sirenes, buzinas e o murmurar da multidão, Lia vê ao longe como quase engolida por dois espigões luxuosos com seus vidros que parecem cristais, uma casinha de madeira simples como as choupanas de sua cidade natal, adornada por lindos canteiros de gerânios e um beija flor incansável e encantado, de flor em flor a beijar e se alimentar com o néctar do seu oasis, de repente ela sente uma força e um brilho de certeza na pureza da vida que se revela nas entrelinhas do seu quadro de visão perfeito, lhe dando o recado de que tudo na vida é uma questão de respeito e cuidado, e o tempo se constrói pouco a pouco, passo a passo e na frente a vida sempre espera com um terno abraço.
®IatamyraRocha
Rascunhos/ Palavras ao vento
Lia caminha de encontro a sua milésima entrevista de emprego, vestiu aquele terninho cor de âmbar companheiro de todos os percalços lacrimosos de suas tentativas gritantes, a bolsa que o curso lhe pagava ficava muito abaixo do custo que era se manter na cidade grande, como se até o ar poluído da metrópole lhe cobrasse para respirar, e ainda tinha as aulas do curso de teatro, sonho antigo totalmente alheio as vontades dos seus pais, um curso secreto dentro de sua outra vida que eram só sorrisos e nuvens azuis.
Entre sirenes, buzinas e o murmurar da multidão, Lia vê ao longe como quase engolida por dois espigões luxuosos com seus vidros que parecem cristais, uma casinha de madeira simples como as choupanas de sua cidade natal, adornada por lindos canteiros de gerânios e um beija flor incansável e encantado, de flor em flor a beijar e se alimentar com o néctar do seu oasis, de repente ela sente uma força e um brilho de certeza na pureza da vida que se revela nas entrelinhas do seu quadro de visão perfeito, lhe dando o recado de que tudo na vida é uma questão de respeito e cuidado, e o tempo se constrói pouco a pouco, passo a passo e na frente a vida sempre espera com um terno abraço.
®IatamyraRocha
Rascunhos/ Palavras ao vento
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Olhares
Cada poema
Uma torrente de expressão
Único em folhas ao vento
Firme as agruras do tempo
Nu em águas de redenção.
Como fogo lento e sedento
Que queima as entranhas
As palavras urgem
Com sua fome estranha.
A boca saliva versos
Que escorrem a ermo
Pulsando, gemendo
Criando arvoredos.
Meus inflames
São nervuras em meu corpo
Escorrem seiva sussurrante
Versos marcados flamejantes
Ao ferro e ao fogo.
Minhas palavras
São só pedaços do meu sentir
Acordes da minha alma
Que insistem em sorrir.
®IatamyraRocha
Amo - Te verso [ Efêmero ]
Uma torrente de expressão
Único em folhas ao vento
Firme as agruras do tempo
Nu em águas de redenção.
Como fogo lento e sedento
Que queima as entranhas
As palavras urgem
Com sua fome estranha.
A boca saliva versos
Que escorrem a ermo
Pulsando, gemendo
Criando arvoredos.
Meus inflames
São nervuras em meu corpo
Escorrem seiva sussurrante
Versos marcados flamejantes
Ao ferro e ao fogo.
Minhas palavras
São só pedaços do meu sentir
Acordes da minha alma
Que insistem em sorrir.
®IatamyraRocha
Amo - Te verso [ Efêmero ]
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Trovinhas laicas
Sobre o vinho e pão
Meros ícones da fé
Decoram lindo sermão
Só que não lavam o pé.
São lobos e cordeiros
Na igreja social
Explodem os mosteiros
Só pela "PAZ MUNDIAL".
Poder e religião
Álcool e gasolina
Estopim beija a mão
Explode na esquina.
O mundo só sonha
surgindo o Laico
Acaba a vergonha
Dentro dos olhos vagos.
O homem evolui
Com toda fé contrita
Dentro de si próprio
E não quebrando brita.
®IatamyraRocha
Versos Confessos
Meros ícones da fé
Decoram lindo sermão
Só que não lavam o pé.
São lobos e cordeiros
Na igreja social
Explodem os mosteiros
Só pela "PAZ MUNDIAL".
Poder e religião
Álcool e gasolina
Estopim beija a mão
Explode na esquina.
O mundo só sonha
surgindo o Laico
Acaba a vergonha
Dentro dos olhos vagos.
O homem evolui
Com toda fé contrita
Dentro de si próprio
E não quebrando brita.
®IatamyraRocha
Versos Confessos
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Profana
As gotas de chuva compõem o cenário
E o verde que nos envolve
Cúmplices da lua
Que empresta a luz prata ao teu corpo
Mapeio teu infinito
Mergulho no teu abismo
E na seiva que pulsa da tua essência
Fazendo coro ao ritmo pulsante da minha pele
Molhada de teus açoites beijos
Que em sofreguidão lambem meus pensamentos
Profanando meu altar com sussurros longos
Que por si só unem a tua e a minha carne em laços santos
Com as minhas mãos decifro teus enigmas
E te faço me confiar teus segredos insanos
De luxuria e taças de sonhos
Nessa loucura de pernas,lábios e sexos
A metafísica se revela no meu corpo
Suado e mais sedento do teu gosto
Execrado e nu de pecados
Exilado da poesia barroca
Vertendo mel da seiva entre as minhas coxas.
®IatamyraRocha
Perfumes/Efêmero
E o verde que nos envolve
Cúmplices da lua
Que empresta a luz prata ao teu corpo
Mapeio teu infinito
Mergulho no teu abismo
E na seiva que pulsa da tua essência
Fazendo coro ao ritmo pulsante da minha pele
Molhada de teus açoites beijos
Que em sofreguidão lambem meus pensamentos
Profanando meu altar com sussurros longos
Que por si só unem a tua e a minha carne em laços santos
Com as minhas mãos decifro teus enigmas
E te faço me confiar teus segredos insanos
De luxuria e taças de sonhos
Nessa loucura de pernas,lábios e sexos
A metafísica se revela no meu corpo
Suado e mais sedento do teu gosto
Execrado e nu de pecados
Exilado da poesia barroca
Vertendo mel da seiva entre as minhas coxas.
®IatamyraRocha
Perfumes/Efêmero
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Lua nua
Em negro o luar no cimo
Sentia em mim a prata ofuscada
Imersa em pensares que assino
Em páginas nuas e amareladas.
Ó lua de amores gentis
Prenda-me em teus sonhos longos
Escreve e chora em meus jardins
Todo o amor que sangro.
Empresta-me teu mistério sensual
Aos meus poemas em fogo
Tua luz que flutua no astral
As palavras um brilho novo.
Meus escritos sedentos te bebem
Com sofreguidão e anseios
Tuas águas prateadas vertem
Escorrendo teu mel em meus seios.
A noite tua nudez revela
Ora prata...Ora ouro
Os amantes em beijos te velam
Flutuando na luz de teus tesouros.
Nessa lua que satisfaz os poetas
Toda a beleza que ao dia se esvai
Deixando uma saudade secreta
E um gosto cálido de paz.
®IatamyraRocha
Retratos/Palavras ao Vento
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Orvalhos
Primeiro foi a luz
Que descortinava teus olhos
Depois veio o silêncio
Que ecoava teu canto
Sem eu perceber chegou o mar
Que tempestuava teus cabelos
Desvendava todos os teus mantos
Vi-me nua dos meus sentidos
Absorta em teus detalhes
Suando minhas mãos
Orvalhando em meus entalhes
Só e imersa nesse torpor
Bebendo meu cio
Ardendo minha poesia
Em flor.
®IatamyraRocha
Cotidiano/Blog Efêmero
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