Se eu pudesse voaria
Tenho sede de infinito
O desejo vem na ponta da língua
Salivando versos que só meus olhos vêem
Bem do alto de uma nuvem cor de rosa
Eu e minha poesia viramos refém.
Imagino lirismo doce
Antítese da tempestade que chega
Tempestuando meus cabelos
Ora adornados com flores e fados
Por algum pássaro branco cantante
Vindo de alguma terra distante.
Ainda que pudesse
Recontruía minha asas imaginarias
Que a razão por algum motivo ou distração
Esqueceu presa no gelo do meu inverno
Ou na mudança da estação
Derreteu frente a algum inferno.
Colaria cada suspiro meu
Aos beijos dados sem culpa
Emendaria minhas asas as das fadas
E voaria sentindo o coração me invadindo
Exaurindo toda e qualquer dor
Seria eu voando vestida só de amor.
Uma vez no alto
Sorriria aquele sorriso
Confessado no céu da nossa cama
Bebido por você com os olhos
Indagando se é tua aquela chama
Julgada junto com as minhas asas
Poeticamente imaginadas.
®IatamyraRocha
Só para poetar - Te amo / Efêmero
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Gravitacional
Local:
Natal - RN, Brasil
terça-feira, 7 de junho de 2011
Parede virtual
Gosto de estar aqui
Coberta do nada
Nesse ócio
Divórcio
Foto amarelada.
Assim seja
Um amém perpetuado
Sacras palavras
Indizíveis
Versos amarrotados.
Escrever
Tecer, sonhar, crer
Procurar unir[versos]
Que dentro de mim
Enfim amanheçam.
Eu gosto
Do sentimento que nutre
Alimenta meu vazio
Arrepio cult
Amor que desce o rio.
Gosto
Desse instinto revelado
Foto transgressora
Onde cores desbotam
Do meu passado regrado.
Sou verbo transitório
Masoquismo ilusório
Livro solícito
Parede branca
Onde rabisco meus riscos.
®IatamyraRocha
A imortal Diva Cunha ! / Blog Efêmero
Carta para mim / Blog Palavras ao vento
Coberta do nada
Nesse ócio
Divórcio
Foto amarelada.
Assim seja
Um amém perpetuado
Sacras palavras
Indizíveis
Versos amarrotados.
Escrever
Tecer, sonhar, crer
Procurar unir[versos]
Que dentro de mim
Enfim amanheçam.
Eu gosto
Do sentimento que nutre
Alimenta meu vazio
Arrepio cult
Amor que desce o rio.
Gosto
Desse instinto revelado
Foto transgressora
Onde cores desbotam
Do meu passado regrado.
Sou verbo transitório
Masoquismo ilusório
Livro solícito
Parede branca
Onde rabisco meus riscos.
®IatamyraRocha
A imortal Diva Cunha ! / Blog Efêmero
Carta para mim / Blog Palavras ao vento
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Guinza flor
Saudades do sake
E da proximidade do mar
Da intimidade das mãos
Do verso dito inteiro.
Dessa palha que arrudeia
Imola as xananas
Ikebanas silênciosas
Profanas.
Da descoberta do tudo
Ao nada que prende aneis
Do desejo na língua
Com gosto oriental.
Nem sei se é saudade
Certeza é coisa frágil
Gelo na boca
Que derrete até metal.
®IatamyraRocha
Oração / Efêmero
E da proximidade do mar
Da intimidade das mãos
Do verso dito inteiro.
Dessa palha que arrudeia
Imola as xananas
Ikebanas silênciosas
Profanas.
Da descoberta do tudo
Ao nada que prende aneis
Do desejo na língua
Com gosto oriental.
Nem sei se é saudade
Certeza é coisa frágil
Gelo na boca
Que derrete até metal.
®IatamyraRocha
Oração / Efêmero
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Desalinho
Muitas horas
Telas, sons, cores
Olfato, visão, amores
E o relógio ali pra mim
Pisca, corre, olha
Avisa-me sem demora
Vira minha página em branco
E eu com sede
Lambo as gotas que caem
Todas têm gostos diferentes
Não encaixam
Não me sentem
Embaralham minhas cartas
Que não marcadas perdem o jogo
Cheiro na memória o cigarro
Que gostei naquele beijo
E no meio da fumaça
Viajo a tua casa
Toco no teu desejo
Deixo-me preencher
Prazer que flui na mente
Palavras indecentes
Sexo e rock and roll
Gosto amargo no corpo
Vazio
Trave sem gol
Escapo desse pensamento
Fujo para não morrer
Umedeço meu poema
Sinto de novo você
Sem cigarros ou vazios
Só minha inspiração torta
Fingindo-se de morta
Em total desalinho.
®IatamyraRocha
Greve e copa / Palavras ao Vento
Telas, sons, cores
Olfato, visão, amores
E o relógio ali pra mim
Pisca, corre, olha
Avisa-me sem demora
Vira minha página em branco
E eu com sede
Lambo as gotas que caem
Todas têm gostos diferentes
Não encaixam
Não me sentem
Embaralham minhas cartas
Que não marcadas perdem o jogo
Cheiro na memória o cigarro
Que gostei naquele beijo
E no meio da fumaça
Viajo a tua casa
Toco no teu desejo
Deixo-me preencher
Prazer que flui na mente
Palavras indecentes
Sexo e rock and roll
Gosto amargo no corpo
Vazio
Trave sem gol
Escapo desse pensamento
Fujo para não morrer
Umedeço meu poema
Sinto de novo você
Sem cigarros ou vazios
Só minha inspiração torta
Fingindo-se de morta
Em total desalinho.
®IatamyraRocha
Greve e copa / Palavras ao Vento
domingo, 15 de maio de 2011
Natureza
Sou noite chuvosa
Liquida
Pingando estrelas
Se teu luar vem.
Recito teu corpo
Versejante
Perco-me no infinito
Sou céu e além.
Domino raios
Trovejo
Sossego cometas
Com beijos e amém.
Sou natureza
Pulsante
Gravidade constante
Sou todo teu harém.
®IatamyraRocha
Pulsação / Palavras ao vento
Meus rios / Anauê
Liquida
Pingando estrelas
Se teu luar vem.
Recito teu corpo
Versejante
Perco-me no infinito
Sou céu e além.
Domino raios
Trovejo
Sossego cometas
Com beijos e amém.
Sou natureza
Pulsante
Gravidade constante
Sou todo teu harém.
®IatamyraRocha
Pulsação / Palavras ao vento
Meus rios / Anauê
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Meus serenos
Cai o tempo em muitas bandeiras
Cores que entrelaçam em línguas
Pensamentos dispersos em nuvens
Fragmentos do mundo interior.
Minha língua se desdobra
No meu peito uma canção
Um toque no verso apenas
E desenho flores no chão.
Leio meus pedaços inteiros
Momentos repartidos
Gosto de chá das cinco
Bebo em goles de temperança.
Esqueço naufrágios
Olho o mar dentro de mim
Ondas me movem
Bailam-me aqui e ali.
No badalar da noite
Sinos, hinos, peregrinos
Capelas descobertas
Luares que me banham.
Versos pousam
Libélulas encrespadas
Recriam meu peito
Retiram muitas espadas.
Sinto o vento me chamar
Soprando na língua dos anjos
Ou são apenas meus serenos
Que querem me habitar.
®IatamyraRocha
Flores roxas / Efêmero
Cores que entrelaçam em línguas
Pensamentos dispersos em nuvens
Fragmentos do mundo interior.
Minha língua se desdobra
No meu peito uma canção
Um toque no verso apenas
E desenho flores no chão.
Leio meus pedaços inteiros
Momentos repartidos
Gosto de chá das cinco
Bebo em goles de temperança.
Esqueço naufrágios
Olho o mar dentro de mim
Ondas me movem
Bailam-me aqui e ali.
No badalar da noite
Sinos, hinos, peregrinos
Capelas descobertas
Luares que me banham.
Versos pousam
Libélulas encrespadas
Recriam meu peito
Retiram muitas espadas.
Sinto o vento me chamar
Soprando na língua dos anjos
Ou são apenas meus serenos
Que querem me habitar.
®IatamyraRocha
Flores roxas / Efêmero
terça-feira, 19 de abril de 2011
Versos puros/ Maktub
Uma nostalgia me invade os versos
Cheiro das manhãs em caldas
Docinhas e lindamente jovens
Sorrisos nos cantos e olhos timidos
Amor de caixinha de música.
Tempo que revivo hoje
Cantando as marcas e os beijos
A praça encoberta de mato
Os livros sempre escondendo os seios
O gosto roubado da tua língua.
Gestos e toques imaculados
Uma lagoa azul dentro do meu tempo
Impulsos e hormônios tecidos com as tarde
Descobertas despertas com gosto de inocência
Amor puro que brota da essência.
Tento ficar sem lágrimas
Sinto o ar puro de uma pureza passada
Lembranças hoje amarrotadas
Caminhos e vidas para sempre unidas
Dentro de olhares que nos esperam por porto.
Estava escrito nas estrelas
Todos os versos puros
Desenhados em nosso peito
Em um só ícone de amor
Que nenhuma tempestade apagou.
Naquele final de tarde
Em que te encontrei no altar
No brilho dos nossos olhos
Toda a verdade abençoada
E no curso das nossas águas
Nosso amor sempre a aflorar.
®IatamyraRocha
Cheiro das manhãs em caldas
Docinhas e lindamente jovens
Sorrisos nos cantos e olhos timidos
Amor de caixinha de música.
Tempo que revivo hoje
Cantando as marcas e os beijos
A praça encoberta de mato
Os livros sempre escondendo os seios
O gosto roubado da tua língua.
Gestos e toques imaculados
Uma lagoa azul dentro do meu tempo
Impulsos e hormônios tecidos com as tarde
Descobertas despertas com gosto de inocência
Amor puro que brota da essência.
Tento ficar sem lágrimas
Sinto o ar puro de uma pureza passada
Lembranças hoje amarrotadas
Caminhos e vidas para sempre unidas
Dentro de olhares que nos esperam por porto.
Estava escrito nas estrelas
Todos os versos puros
Desenhados em nosso peito
Em um só ícone de amor
Que nenhuma tempestade apagou.
Naquele final de tarde
Em que te encontrei no altar
No brilho dos nossos olhos
Toda a verdade abençoada
E no curso das nossas águas
Nosso amor sempre a aflorar.
®IatamyraRocha
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