quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Orvalhos
Primeiro foi a luz
Que descortinava teus olhos
Depois veio o silêncio
Que ecoava teu canto
Sem eu perceber chegou o mar
Que tempestuava teus cabelos
Desvendava todos os teus mantos
Vi-me nua dos meus sentidos
Absorta em teus detalhes
Suando minhas mãos
Orvalhando em meus entalhes
Só e imersa nesse torpor
Bebendo meu cio
Ardendo minha poesia
Em flor.
®IatamyraRocha
Cotidiano/Blog Efêmero
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ondas/Despetálas
Como o ar balança os galhos
As palavras se acomodam
Em rios de versos e prosas
Molhando a tela de orvalhos.
Para um poema perfeito
Só a imperfeição lhe cabe
Pois no coração que arde
Por si só o poema é aceito.
Como o mar dança com as ondas
Os versos se refazem
Colorem luz e sombras
Onde nas ondas,jazem.
®IatamyraRocha
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Na pele
É coisa de pele
É uma coisa que geme
Sussura,pede
Me trás oxigênio
É coisa que arrebata
Lambe,come
Mata
Em fecundas estocadas
Só poesia na pele
E mais nada.
®IatamyraRocha
É uma coisa que geme
Sussura,pede
Me trás oxigênio
É coisa que arrebata
Lambe,come
Mata
Em fecundas estocadas
Só poesia na pele
E mais nada.
®IatamyraRocha
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Gueixa
A luz opaca
No quarto febril
Espelhos nus
Chão de carmim
Murmúrios
Quedas de muros
Uma gueixa
De olhos cinzas
E boca traçada
Segredos
Palavras entrecortadas
Sombras feitas
E camas desfeitas
Volúpias
Tênues e satisfeitas
Um filme
De gosto Francês
Jogo
De dama e xadres.
®IatamyraRocha
Tuas Horas/Blog Efêmero
No quarto febril
Espelhos nus
Chão de carmim
Murmúrios
Quedas de muros
Uma gueixa
De olhos cinzas
E boca traçada
Segredos
Palavras entrecortadas
Sombras feitas
E camas desfeitas
Volúpias
Tênues e satisfeitas
Um filme
De gosto Francês
Jogo
De dama e xadres.
®IatamyraRocha
Tuas Horas/Blog Efêmero
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Versos Potiguares
Sou filha da terra
Queimada do sol
Da terra rachada
Seca e amada.
Sou filha da terra
Sofrida e parida
Do suor e ferida
Da dor incontida.
Sou filha da terra
Do luar do sertão
Das águas prenhas
Do mar de solidão.
Sou filha da terra
De Cascudo e Dona Militana
Da fé dos Mártires
Do sangue que clama.
Sou filha da terra
Dos Joãos,Marias e Josés
Tantas pedras,tantas terras
Cantadas por menestreis.
Sou filha da terra
E da terra sopra o mar
Rezo na pedra do Rosário
Para suas contas desfiar.
Sou filha da terra
Onde arde minha poesia
Feita de barro e chelita
Pratica e teoria.
Sou filha da terra
Onde canta o sabiá
Sou semente,sou raíz
Sou Potiguar.
®IatamyraRocha
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Silêncio doce
No ar um silêncio doce
Como um perfume da nova manhã
Enchendo o bucólico horizonte
Com cheiro de flor de maçã
Tempo de ranger as portas
Desenhar no muro
Colar papel
No meu eu que no rio deságua
Desemboco bem perto do céu
No meu rosto a tez da poesia
Que sangra todo mês com prazer
Como uma premonição de alegria
Que vou ser poeta até morrer.
®IatamyraRocha
domingo, 2 de janeiro de 2011
Poema Insone
Sono que fecha as palavras
Como um apagador de vida
Que rente as pálpebras
Fecha a cortina divina.
Sono que vela as intempéries
Que lambe as feridas
Pustulentas do mau verso
Na contramão do meu universo.
Sono que tange meu rebanho
Vomita e pinta
Fragmentos do meu eu
Em palavras de adeus.
Sono que amputa a poesia
Perfumada e de laços
Arrasta-me ao fundo
E nas asas desse sono
Meu eu,refaço.
®IatamyraRocha
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