Se eu pudesse voaria
Tenho sede de infinito
O desejo vem na ponta da língua
Salivando versos que só meus olhos vêem
Bem do alto de uma nuvem cor de rosa
Eu e minha poesia viramos refém.
Imagino lirismo doce
Antítese da tempestade que chega
Tempestuando meus cabelos
Ora adornados com flores e fados
Por algum pássaro branco cantante
Vindo de alguma terra distante.
Ainda que pudesse
Recontruía minha asas imaginarias
Que a razão por algum motivo ou distração
Esqueceu presa no gelo do meu inverno
Ou na mudança da estação
Derreteu frente a algum inferno.
Colaria cada suspiro meu
Aos beijos dados sem culpa
Emendaria minhas asas as das fadas
E voaria sentindo o coração me invadindo
Exaurindo toda e qualquer dor
Seria eu voando vestida só de amor.
Uma vez no alto
Sorriria aquele sorriso
Confessado no céu da nossa cama
Bebido por você com os olhos
Indagando se é tua aquela chama
Julgada junto com as minhas asas
Poeticamente imaginadas.
®IatamyraRocha
Muitas horas Telas, sons, cores Olfato, visão, amores E o relógio ali pra mim Pisca, corre, olha Avisa-me sem demora Vira minha página em branco E eu com sede Lambo as gotas que caem Todas têm gostos diferentes Não encaixam Não me sentem Embaralham minhas cartas Que não marcadas perdem o jogo Cheiro na memória o cigarro Que gostei naquele beijo E no meio da fumaça Viajo a tua casa Toco no teu desejo Deixo-me preencher Prazer que flui na mente Palavras indecentes Sexo e rock and roll Gosto amargo no corpo Vazio Trave sem gol Escapo desse pensamento Fujo para não morrer Umedeço meu poema Sinto de novo você Sem cigarros ou vazios Só minha inspiração torta Fingindo-se de morta Em total desalinho. ®IatamyraRocha Greve e copa / Palavras ao Vento
Sou noite chuvosa Liquida Pingando estrelas Se teu luar vem. Recito teu corpo Versejante Perco-me no infinito Sou céu e além. Domino raios Trovejo Sossego cometas Com beijos e amém. Sou natureza Pulsante Gravidade constante Sou todo teu harém. ®IatamyraRocha