segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Versos Potiguares
Sou filha da terra
Queimada do sol
Da terra rachada
Seca e amada.
Sou filha da terra
Sofrida e parida
Do suor e ferida
Da dor incontida.
Sou filha da terra
Do luar do sertão
Das águas prenhas
Do mar de solidão.
Sou filha da terra
De Cascudo e Dona Militana
Da fé dos Mártires
Do sangue que clama.
Sou filha da terra
Dos Joãos,Marias e Josés
Tantas pedras,tantas terras
Cantadas por menestreis.
Sou filha da terra
E da terra sopra o mar
Rezo na pedra do Rosário
Para suas contas desfiar.
Sou filha da terra
Onde arde minha poesia
Feita de barro e chelita
Pratica e teoria.
Sou filha da terra
Onde canta o sabiá
Sou semente,sou raíz
Sou Potiguar.
®IatamyraRocha
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Silêncio doce
No ar um silêncio doce
Como um perfume da nova manhã
Enchendo o bucólico horizonte
Com cheiro de flor de maçã
Tempo de ranger as portas
Desenhar no muro
Colar papel
No meu eu que no rio deságua
Desemboco bem perto do céu
No meu rosto a tez da poesia
Que sangra todo mês com prazer
Como uma premonição de alegria
Que vou ser poeta até morrer.
®IatamyraRocha
domingo, 2 de janeiro de 2011
Poema Insone
Sono que fecha as palavras
Como um apagador de vida
Que rente as pálpebras
Fecha a cortina divina.
Sono que vela as intempéries
Que lambe as feridas
Pustulentas do mau verso
Na contramão do meu universo.
Sono que tange meu rebanho
Vomita e pinta
Fragmentos do meu eu
Em palavras de adeus.
Sono que amputa a poesia
Perfumada e de laços
Arrasta-me ao fundo
E nas asas desse sono
Meu eu,refaço.
®IatamyraRocha
sábado, 25 de dezembro de 2010
O Silêncio
Silêncio em ondas
Na raiz do corpo
No torpor da alma
Segurando cordas
No andor da calma.
Som seco
Nos passos firmes
Deflorando ecos
No abismo livre.
No grito mudo
Que me rasga o verbo
O infinito curto
Insano e cego.
®IatamyraRocha
domingo, 24 de outubro de 2010
Luares
Dentre os dias
O puro amor surgia
Entre torrentes e devaneios
Um sonho de amor que anseio.
Sonho esgarçado e vão
Muito amado em verão
De fogo,céu e ar
Um amor declamado ao luar.
Nessa ilusão que me prostra
Em camas e propostas
Fico debruçada em luz
Aos pés de um amor em cruz.
®IatamyraRocha
O puro amor surgia
Entre torrentes e devaneios
Um sonho de amor que anseio.
Sonho esgarçado e vão
Muito amado em verão
De fogo,céu e ar
Um amor declamado ao luar.
Nessa ilusão que me prostra
Em camas e propostas
Fico debruçada em luz
Aos pés de um amor em cruz.
®IatamyraRocha
Local:
Natal - RN, Brasil
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Brumas
Quero uma flor e prosa
Um abraço sem cor
E uma torrente deliciosa
De amores em seu frescor.
Quero uma chuva fina
De delicadezas e brumas
Uma loucura que rima
Com mar e espumas.
Quero teu amor forte
Que me chame o norte
Que me cuspa o tempo
Faminto e sedento.
Quero uma cruz para mim
Que me ame e sangre
Quero um amor sem fim.
®IatamyraRocha
Um abraço sem cor
E uma torrente deliciosa
De amores em seu frescor.
Quero uma chuva fina
De delicadezas e brumas
Uma loucura que rima
Com mar e espumas.
Quero teu amor forte
Que me chame o norte
Que me cuspa o tempo
Faminto e sedento.
Quero uma cruz para mim
Que me ame e sangre
Quero um amor sem fim.
®IatamyraRocha
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Sonho vulgar
Ao andar sem porto
Acorrentada ao leito do mar
No meu peito,conforto
Sol e sonho vulgar.
Sonho de amor clássico
Que flui sem navegar
Ama só por amar
Um amor gasto e flácido.
Na procura do farol
Velejo e jogo o anzol
Pesco em turbilhões
Peixinhos e tubarões.
Iluminando meu caminho
A vontade de você
A saudade em desalinho
E o meu corpo tênue e sozinho.
®IatamyraRocha
Acorrentada ao leito do mar
No meu peito,conforto
Sol e sonho vulgar.
Sonho de amor clássico
Que flui sem navegar
Ama só por amar
Um amor gasto e flácido.
Na procura do farol
Velejo e jogo o anzol
Pesco em turbilhões
Peixinhos e tubarões.
Iluminando meu caminho
A vontade de você
A saudade em desalinho
E o meu corpo tênue e sozinho.
®IatamyraRocha
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