Refletindo e iluminando palavras e sentimentos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Poema Insone





Sono que fecha as palavras
Como um apagador de vida
Que rente as pálpebras
Fecha a cortina divina.

Sono que vela as intempéries
Que lambe as feridas
Pustulentas do mau verso
Na contramão do meu universo.

Sono que tange meu rebanho
Vomita e pinta
Fragmentos do meu eu
Em palavras de adeus.

Sono que amputa a poesia
Perfumada e de laços
Arrasta-me ao fundo
E nas asas desse sono
Meu eu,refaço.
®IatamyraRocha



sábado, 25 de dezembro de 2010

O Silêncio





Silêncio em ondas
Na raiz do corpo
No torpor da alma
Segurando cordas
No andor da calma.

Som seco
Nos passos firmes
Deflorando ecos
No abismo livre.

No grito mudo
Que me rasga o verbo
O infinito curto
Insano e cego.
®IatamyraRocha

domingo, 24 de outubro de 2010

Luares

Dentre os dias
O puro amor surgia
Entre torrentes e devaneios
Um sonho de amor que anseio.




Sonho esgarçado e vão
Muito amado em verão
De fogo,céu e ar
Um amor declamado ao luar.




Nessa ilusão que me prostra
Em camas e propostas
Fico debruçada em luz
Aos pés de um amor em cruz.
®IatamyraRocha

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Brumas

Quero uma flor e prosa
Um abraço sem cor
E uma torrente deliciosa
De amores em seu frescor.


Quero uma chuva fina
De delicadezas e brumas
Uma loucura que rima
Com mar e espumas.


Quero teu amor forte
Que me chame o norte
Que me cuspa o tempo
Faminto e sedento.


Quero uma cruz para mim
Que me ame e sangre
Quero um amor sem fim.
®IatamyraRocha

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sonho vulgar

Ao andar sem porto
Acorrentada ao leito do mar
No meu peito,conforto
Sol e sonho vulgar.


Sonho de amor clássico
Que flui sem navegar
Ama só por amar
Um amor gasto e flácido.


Na procura do farol
Velejo e jogo o anzol
Pesco em turbilhões
Peixinhos e tubarões.


Iluminando meu caminho
A vontade de você
A saudade em desalinho
E o meu corpo tênue e sozinho.
®IatamyraRocha

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Contramão


















O que me move e acelera
É esse gosto visceral
Do novo,inédito viver
Do meu eu desconhecido
Correndo como pantera
Sem medo de sofrer
Quero me lambuzar em fel
E sentir gosto de mel
Virar-me ao avesso em cores
Conhecer novos amores
E escrever escrever
Loucuras com prazer
Em orgasmos freudianos
Sem explicação ou razão
Quero me pegar no laço
E acertar meu traço
Descer minha ladeira
Na contramão.
®IatamyraRocha


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mantra

Não te quero
Repito-me essa frase pra me convencer
Não te quero
Mas o meu corpo só quer te pertencer
Não te quero
Mas o meu poema só quer te escrever
Não te quero
Minha janela só abre pra te ver
Não te quero
E minha insanidade é não te querer
Não te quero
Mas o meu amor respira em teu amanhecer
Não te quero
E o meu mantra é só amar você.
®IatamyraRocha